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Descobrindo e curando as feridas

Por conviver tanto tempo com as pessoas, não percebemos o quanto estão sofrendo. Elas, por sua vez, entram numa de “vítima” e acabam por não pedir socorro, achando que alguém teria obrigação de socorre-la.

Será que alguns de nós temos visto pessoas se afundando, e não tomamos nenhuma atitude por que não sabemos o que fazer? Ou será que estamos na defensiva do tipo “não quero me envolver”? Qual tem sido nossa atitude?

Por vezes, as pessoas emitem “sinais” verbais ou não verbais, tentando gritar-nos “estou sofrendo”.

Se uma dona de casa aparecer na igreja com seu braço engessado, muitos virão a ela para saber o que foi, como foi, e que dificuldade para realizar seu trabalho diário. Mas quantas virão a ela para dizer: minha irmã, vou na sua casa te ajudar, porque você não tem condições de fazer muita coisa?

Sejam quais forem os “sinais”, silenciosos ou declarados, como este exemplo da dona de casa, a comunidade amorosa – a igreja – deve ser o lugar em que as pessoas são acolhidas e orientadas.

Quando Jesus contou a parábola do bom samaritano (Lc. 10: 25 – 37), nos ensinou sobre a procedência deste homem de Samaria, que não titubeou ao ver aquele homem caído ao chão, necessitado, com dores. Movido pela compaixão, o bom samaritano interrompeu sua viagem, e pôs as necessidades daquele homem em primeiro lugar – a urgência.

Para descobrir e curar as feridas alheias, sejam elas físicas ou emocionais, precisamos e um coração compassivo, como o de Cristo; precisamos tirar os olhos das nossas necessidades; precisamos nos relacionar com as pessoas, buscando conhece-las de fato, e não naqueles momentos de lanches e refris.

Numa comunhão permeada pelo amor de Cristo, há cura !

William M. Fletcher
O Segundo Grande Mandamento
Editora Vida

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