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Vox Populi, Vox Dei

“Voz do povo, voz de Deus” é a frase acima em latim, e um ditado bem popular no nosso país, onde fortalece a idéia de que “a maioria tem sempre razão”. Mas a experiência tem mostrado, através dos tempos, que estas duas proposições não são verdadeiras.

Nos dias de Noé, a maioria morreu no dilúvio; a maioria dos israelitas, rebelde e desobediente não entrou na terra prometida, vindo a perecer no deserto; a maioria dos judeus, afastados de Deus, curvaram-se perante deuses pagãos e sofreu duramente no cativeiro; e a grande massa gritou perante Pilatos “crucifica-o”, expressando sua rejeição ao Senhor Jesus.

A maioria, em Roma, se deleitava com a morte dos cristãos na arena romana – o Coliseu; a maioria assistiu os abusos da igreja medieval mediante torturas e perseguições; a maioria que se dizia “protestante” não permaneceu firme diante das atrocidades do nazismo; e por vezes, temos visto os absurdos que “a maioria” ou “a massa” tem optado.

No entanto, bem sabemos que a colheita realizada por estas maiorias foram de frutos terríveis: chacinas, mortes, destruição, tragédias, e tantas outras calamidades...

Ficar ao lado da maioria é mais cômodo, é verdade. Realmente, é mais fácil seguir a massa, porque ela pensa por você, é a tendência geral, dá menos trabalho e estresse, mas a conseqüência disto, é que quando você perceber onde estará, será tarde demais, e não conseguirá se desvencilhar, porque “a massa” já decidiu, e você terá que cumprir o que foi acordado. Seguir a massa é não ter opinião própria, é se tornar escravo de pensamentos e ideologias alheios.

Jesus nos chamou para a liberdade. Somos livres para servir em amor, não como escravos que não pensam, mas como pessoas livres que se oferecem em amor para agradar ao Senhor Jesus. É um serviço voluntário, iniciado no coração, onde cada um decide-se por si mesmo.

Nossa atitude diante dos fatos corriqueiros da vida pode ter conseqüências sérias, quando não eternas. Que diremos diante do Senhor? Nos desculparemos por termos seguido à massa ao invés de obedece-lo: Qual nosso argumento para justificar a rebeldia assumido junto às massas?

Reflitamos, nem sempre a voz do povo (maioria) é a voz de Deus !!!

Texto extraído do Jornal “O Atalaia”

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