Meditando no livro de Jonas
O Livro de Jonas foi escrito entre 750 e 725 a.C., antes de Samaria ser conquistada pela Assíria. Foi escrito em um período pós-exílio, nos mesmos círculos proféticos que compuseram os relatos dos profetas Elias e Eliseu. Embora o Livro não identifique o autor em seu texto, atribui-se ao próprio profeta Jonas a autoria do Livro.
Jonas escreve para que a nação de Israel redescobrisse a verdade do zelo divino por toda a criação. Nessa época, Jonas havia profetizado a restauração que o rei Jeroboão levaria a efeito (II Reis 13:14-19) contra Damasco (II Reis 14:25). Depois que Israel triunfou, começou a vangloriar-se do poder que tinha adquirido, e passou a acomodar-se com sua condição privilegiada diante de Deus, a ponto de sentir ciúmes das demais nações (Amós 6:1).
Os israelitas focalizavam sua fé nas expectativas do “Dia do SENHOR” (Amós 5:18-20), quando as trevas provenientes de Deus assolavam as demais nações, deixando Israel “bronzear-se” sozinho na Sua luz.
O Livro de Jonas, que tem como tema central a salvação que vem do Senhor, relata o alcance maior do propósito de Deus para Israel, a fim de que a nação redescobrisse a verdade do zelo divino por toda a criação e entendesse melhor seu papel ao concretizarem essa preocupação.
O Livro do profeta Jonas traz diversas lições para nós. Uma delas é a demonstração clara da graça de Deus, quando mostra que Jonas foi perdoado, mas também restaurado e conduzido de volta para a missão que Deus tinha preparado para ele. Quando Jonas confessa aos marinheiros sua culpa diante dos fatos (um eminente naufrágio; a tempestade que não cessava), ele se expõem ao julgamento daquelas pessoas que não temiam a Deus. Entretanto, após lançar o profeta no mar (cap. 1:16) conseguiram presenciar o poder do Senhor e voltaram os seus corações a Deus.
Outra lição é a de que, quando Deus deseja usar nossas vidas para algo, não importa nossas motivações e razões. Ele trabalha para que nossa resistência seja quebrada, fazendo com que a Sua vontade prevaleça. Torna-se evidente para nós que o que importa é a Palavra de Deus, pois pela Palavra de Deus Jonas levantou-se e foi até Nínive. Pela Palavra enfrentou uma caminhada estafante. Também pela Palavra ele enfrentou a rejeição e, talvez, a agressividade de uma nação ou povo inimigo. E, pela Palavra do Senhor, é provável que tenha enfrentado a tentação de sucumbir novamente aos seus próprios pensamentos e desejos.
Outra lição tremenda é o despertamento e transformação de uma cidade inteira, que ocorreu por alguns fatos, tais como:
- O mensageiro: assim como Jonas, também somos falhos, porém quando há confissão, arrependimento e disposição em obedecer, Deus nos usa como mensageiro de sua Palavra.
- A mensagem: quando a Palavra de Deus é proclamada, algo sempre vai acontecer, pois é Ele quem fala, através da maneira como deseja.
- A fé: o texto diz que “os ninivitas creram em Deus” (cap. 3:5a), não diz que creram em Jonas, e sim em Deus. Ali está o motivo do arrependimento, pois “a fé vem pela pregação, a pregação da Palavra de Deus” (Romanos 10:17).
- Arrependimento / conversão: a fé operou arrependimento e genuína conversão, pois houve uma consternação geral, desde o maior ate o menor na escala social.
- A resposta de Deus: Deus ouve o clamor através da oração sincera, e responde quando percebe o desejo verdadeiro de mudar nosso rumo, conforme está escrito em II Pedro 3:9b – “Deus é longânimo e não quer que nenhum pereça, mas sim que todos se arrependam”.
Glórias ao Senhor, pois podemos confiar e amar ainda mais a Ele, por sua graça, amor e misericórdia por nós, pecadores.
Paulo Cesar Rodigheri
Trabalho do CCM
O Livro de Jonas foi escrito entre 750 e 725 a.C., antes de Samaria ser conquistada pela Assíria. Foi escrito em um período pós-exílio, nos mesmos círculos proféticos que compuseram os relatos dos profetas Elias e Eliseu. Embora o Livro não identifique o autor em seu texto, atribui-se ao próprio profeta Jonas a autoria do Livro.
Jonas escreve para que a nação de Israel redescobrisse a verdade do zelo divino por toda a criação. Nessa época, Jonas havia profetizado a restauração que o rei Jeroboão levaria a efeito (II Reis 13:14-19) contra Damasco (II Reis 14:25). Depois que Israel triunfou, começou a vangloriar-se do poder que tinha adquirido, e passou a acomodar-se com sua condição privilegiada diante de Deus, a ponto de sentir ciúmes das demais nações (Amós 6:1).
Os israelitas focalizavam sua fé nas expectativas do “Dia do SENHOR” (Amós 5:18-20), quando as trevas provenientes de Deus assolavam as demais nações, deixando Israel “bronzear-se” sozinho na Sua luz.
O Livro de Jonas, que tem como tema central a salvação que vem do Senhor, relata o alcance maior do propósito de Deus para Israel, a fim de que a nação redescobrisse a verdade do zelo divino por toda a criação e entendesse melhor seu papel ao concretizarem essa preocupação.
O Livro do profeta Jonas traz diversas lições para nós. Uma delas é a demonstração clara da graça de Deus, quando mostra que Jonas foi perdoado, mas também restaurado e conduzido de volta para a missão que Deus tinha preparado para ele. Quando Jonas confessa aos marinheiros sua culpa diante dos fatos (um eminente naufrágio; a tempestade que não cessava), ele se expõem ao julgamento daquelas pessoas que não temiam a Deus. Entretanto, após lançar o profeta no mar (cap. 1:16) conseguiram presenciar o poder do Senhor e voltaram os seus corações a Deus.
Outra lição é a de que, quando Deus deseja usar nossas vidas para algo, não importa nossas motivações e razões. Ele trabalha para que nossa resistência seja quebrada, fazendo com que a Sua vontade prevaleça. Torna-se evidente para nós que o que importa é a Palavra de Deus, pois pela Palavra de Deus Jonas levantou-se e foi até Nínive. Pela Palavra enfrentou uma caminhada estafante. Também pela Palavra ele enfrentou a rejeição e, talvez, a agressividade de uma nação ou povo inimigo. E, pela Palavra do Senhor, é provável que tenha enfrentado a tentação de sucumbir novamente aos seus próprios pensamentos e desejos.
Outra lição tremenda é o despertamento e transformação de uma cidade inteira, que ocorreu por alguns fatos, tais como:
- O mensageiro: assim como Jonas, também somos falhos, porém quando há confissão, arrependimento e disposição em obedecer, Deus nos usa como mensageiro de sua Palavra.
- A mensagem: quando a Palavra de Deus é proclamada, algo sempre vai acontecer, pois é Ele quem fala, através da maneira como deseja.
- A fé: o texto diz que “os ninivitas creram em Deus” (cap. 3:5a), não diz que creram em Jonas, e sim em Deus. Ali está o motivo do arrependimento, pois “a fé vem pela pregação, a pregação da Palavra de Deus” (Romanos 10:17).
- Arrependimento / conversão: a fé operou arrependimento e genuína conversão, pois houve uma consternação geral, desde o maior ate o menor na escala social.
- A resposta de Deus: Deus ouve o clamor através da oração sincera, e responde quando percebe o desejo verdadeiro de mudar nosso rumo, conforme está escrito em II Pedro 3:9b – “Deus é longânimo e não quer que nenhum pereça, mas sim que todos se arrependam”.
Glórias ao Senhor, pois podemos confiar e amar ainda mais a Ele, por sua graça, amor e misericórdia por nós, pecadores.
Paulo Cesar Rodigheri
Trabalho do CCM
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