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O amor grandioso de Jesus por todos os homens (João 4: 13-14)

Jesus estava na Judéia, e ali encontrou-se com pessoas que haviam sido batizadas por João Batista. Os fariseus, por sua vez, que tinham ouvido falar que Jesus batizava mais discípulos que João foram ao encontro dele. Jesus ao procurar desviar-se da contenda dos fariseus, atravessou a província da Samaria chegando a cidade de Sicar. A intenção de Jesus era seguir da Judéia ate a Galiléia e para isso precisava passar por Samaria, região ignorada pelos judeus, pois habitavam os samaritanos, pessoas consideradas mestiças pelos judeus, e com as quais não mantinham contato. Em Sicar, havia um poço de água, o qual Jacó havia dado ao seu filho José.

Cansado da viagem, Jesus pede aos discípulos que busquem comida na cidade e, enquanto isso, aproxima-se do poço de água, iniciando um dialogo com uma mulher samaritana que veio tirar água. Conversar com um samaritano já era desonroso, ainda mais se tratando de uma mulher – era algo impróprio para a sociedade da época. Contudo, os propósitos divinos não são baseados em conceitos humanos. A salvação chegou em Sicar através da quebra de barreiras impostas pelos próprios homens.

O perfil da mulher samaritana é perfeitamente visto em nossa sociedade, embora considerada moderna: a insatisfação. Uma mulher que já trocou cinco vezes de “marido” demonstra o tamanho do vazio que ela procurava preencher. Esta instabilidade de relacionamentos era devido a insatisfação de seu coração.

Jesus então, chega para oferecer-lhe a verdadeira água da vida. O real sentido em viver está demonstrado na dependência total de se alimentar em Cristo, a genuína fonte. A mulher com um vazio em seu coração também procurava um “lugar de adoração”, que não é representado por uma localização geográfica, mas sim em cada coração que jorra a fonte de água viva e adora em espírito e em verdade. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7:38).

Jesus rompeu o limite do pensamento preconceituoso dos judeus com os samaritanos por conhecer a situação daquela mulher. Isso porque Ele ama as pessoas psicologicamente complexas, rejeitadas, confusas e insatisfeitas.

Quantas vezes nos deparamos com pessoas que estão em quadros depressivos porque já é a terceira vez que seu companheiro a deixa? Quantos cristãos trocam de denominação seguidamente e permanecem na mesma situação de insatisfação? Quantos exigem de Deus bênçãos e depois frustram-se consigo mesmos. Estar insatisfeito é uma porta aberta para a murmuração e para o “andar em círculos”.

A samaritana ao buscar água se deparou com uma pergunta que mudou a sua vida: Dá-me de beber? Quando ela abriu seu coração para o Senhor, todo aquele sentimento de insatisfação e desânimo foi extinto. Ela descobriu que não existe um lugar para adorar a não ser o coração daqueles que adoram em espírito e em verdade. Neste momento, ela experimentou o jorrar da fonte no eu interior, deixou seu cântaro e correu para anunciar aos homens da cidade quem era esse Jesus.

Quando somos completos, cheios, não existe sentimento de insatisfação. Isso porque o centro da nossa vida não é mais algo terreno e passageiro, mas sim algo eterno, a vida do próprio Cristo.

Existem ainda alguns samaritanos vazios, rejeitados e insatisfeitos, porém sempre haverá o amor de Jesus querendo os alcançar, em qualquer lugar e em qualquer circunstância. Seja até mesmo em uma tarefa cotidiana, como ocorrera com a samaritana; que quebrante o coração como quebrantou o desta mulher ao ouvir: “Dá-me de beber”.

Maurício Rodrigo Pereira da Silva

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