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Andando sobre o mar

No texto de Mc. 6:45-52, a Bíblia relata um dos muitos feitos do Senhor Jesus, e que nos traz lições profundas. Jesus havia multiplicado pães e peixes, alimentando uma multidão de, provavelmente, 15 mil pessoas, ou mais (Mc. 6:44 – levando em consideração que mulheres e crianças não eram contados). Os discípulos, cansados do dia duro que tinham tido, ainda maravilhados com o milagre presenciado, foram conduzidos ao barco para atravessar à outra margem. Jesus os compeliu a fazer a travessia, e entendo que este “atravessar” implicava em muitas coisas.

Certamente, Jesus tinha coisas maiores a lhes ensinar, mas para crescer, precisamos sair de onde estamos, e nada como atravessar o mar... O mar, aqui, simboliza os problemas, as lutas, as dificuldades, que todos nós temos. Umas com maior intensidade, outras com intensidade diferente, mas TODOS temos lutas... Somos convidados a encarar nossas lutas – Você está disposto(a), ou está aguardando que alguém o faça por você.

Uma coisa linda, é que enquanto eles “encaravam” o mar, Jesus estava orando, e de onde estava, os observava (v.48). Você pensa que está sozinho perambulado por aí, e que o Senhor não está te cuidando? Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem (Sl. 33:18).

Mas aí, o mar se apresenta... revoltoso, bravio, de vento contrário, os colocando em dificuldades para remar, logo eles, homens experientes no mar. E Jesus vai ao encontro deles (v.48). O Senhor se levanta em nosso favor, em tudo o que nos diz respeito (Sl. 138:8).

E aí a pergunta: “Por que os discípulos não discerniram ser o Senhor Jesus?” A situação era caótica, o problema aumentando cada vez mais, o mar estava ficando furioso... E como reconhecer o Senhor numa circunstância contrária? A resposta é simples. Só identificamos aquele a quem conhecemos bem. Era noite, o mar estava violento, escuro, e na distância, aquele vulto chegando. Quando conhecemos alguém, sabemos identifica-lo pelo jeito de andar, de sorrir, de mover os braços, a cabeça, o ombro, pelo cheiro.

Mas os discípulos confundiram Jesus com um fantasma! Um fantasma seria espírito, sem corpo, sem forma definida, apavorante. E eles entraram em pânico, a ponto de gritar, aterrados (v.50). Quando não temos intimidade com o Senhor, não conseguimos discernir sua doce voz, e este foi o problema deles.

Jesus subiu ao barco, resolveu o problema do mar, e eles permaneciam atônitos – por que? Porque seu coração estava endurecido (v.52).

Se o teu coração for endurecido para com o Senhor, terá dificuldade de perceber seu socorro. Se a sua mente estiver voltada para “o mar revolto”, não perceberá o Senhor. Se o seu coração estiver mais preocupado com as dificuldades dos ventos contrários, não guardará a fé, essencial para se aproximar de Deus (Hb.11:6).

Você poderá em Deus andar sobre o mar; ou, sem fé ser engolido por ele. Lembre-se, mesmo que esteja difícil, você é mais que vencedor em Cristo (Rm. 8:37), então lute em direção à vitória!

Marizeli S. dos Santos

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