“Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos...” (João 4:24).
Fomos criados para o louvor e glória do Senhor. Somos adoradores do Senhor, mas Jesus disse aquela mulher samaritana, e a nos também, que o adorador conhece a quem adora.
Muitos falam “Deus... se Deus quiser... graças a Deus...”, expressões do cotidiano, entranhados em nossa cultura, mas sequer conhecem de fato a Deus. E o mais duro, são aqueles que estão dentro do contexto da igreja, ouvindo sobre Deus, falando de Deus, mas que pouco se gastam a conhecê-lo. Como posso afirmar isto? Simples, observemos quantos escândalos, quantos se dizem ser cristãos cuja vida não condiz com uma postura cristã! E estes sãos dos que Jesus disse “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus...”(Mateus 7:21).
A adoração a Deus vem pelo conhecimento da sua Palavra, e este conhecimento se traduz em prática. O apóstolo Paulo escreveu “O que também aprendeste, e ouviste e viste em mim, isso praticai...” (Filipenses. 4:9). Ninguém pode ensinar aquilo do qual não tem conhecimento. Ninguém dá daquilo que não tem. Ninguém vive aquilo que não sabe. Ainda, em I Coríntios 11:23, escreveu “... eu recebi do Senhor o que também vos entreguei...”, implicando em receber/dar, vivenciar e fidelidade no ensino.
Por ai, há uma pregação distorcida do Evangelho, que passas as pessoas um deus distorcido, que é complacente com o pecado, que tolera a iniqüidade, que se contradiz com a Palavra. Como podem se dizer adoradores do Deus Todo-Poderoso, se não o conhecem, se não vivem de acordo com seus princípios, se não são fiéis a Palavra e no seu ensino? A Bíblia chama isso de falsos profetas, falsos mestres, ao que o próprio Jesus disse que viriam muitos.
Aquela mulher samaritana que aparece no Evangelho de João 4, mostrou saber da existência do Deus de seus antepassados. Por herança, ela era religiosa. Ela até queria adorá-lo, mas por não conhecê-lo, não tinha certeza de como fazê-lo, afinal as informações eram contraditórias: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar que se deve adorar” (João 4:20), e ela ainda tinha nuances de verdade “Eu sei que há de vir o Messias...” (verso 25).
Como Jô, e talvez como muitos, aquela mulher apenas ouvia falar do Senhor, mas não o conhecia e muito menos, andava com Ele (Jô 42:5). Precisamos saber a razão da nossa fé (I Pedro 3:15, 16), precisamos andar com Deus e conhecer seus segredos (Amós. 3:7). Quando conhecemos a Deus, nos prostramos a Ele em adoração. E na vida de adoração, não há espaço para rebeldia, murmurações, desobediência à vontade de Deus.
Marizeli S. dos Santos

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