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Buscando Santidade

Observe os seguintes textos bíblicos: “Segui a paz e com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12:14) e “Sede santos, porque eu o Senhor vosso Deus sou santo”. (Lv. 11. 44,45).

Assim, santidade não é uma conquista do crente, e sim, um estado da filiação adquirida quando da conversão.

“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue... Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por Ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe...”. “... Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua SANTIDADE.” (Hebreus 12, 4, 10).

A santidade é uma expressão de excelência moral. O caráter de Deus está acima de qualquer suspeita. Deus é Santo! Completamente SEPARADO de qualquer tipo de profanação. É impossível, por exemplo, Deus agir por impulso ou por qualquer tipo de capricho; o seu padrão moral de excelência não lho permitiria. Fazer parte da Santidade de Deus, então, indica que somos convidados a participar da excelência do seu caráter!

Quantas vezes agimos baseados naquilo que estamos sentindo? Se as pessoas agem bem para conosco, usamos um peso, se agem mal, mudamos a nossa avaliação! Deus não age assim, Ele é sempre justo na sua maneira de julgar. Talvez seja justamente por esse motivo que o Senhor nos proibiu fazer julgamento” (Mateus 7. 1, 2). O ser humano não é apto para agir com isenção ou imparcialidade. Recebemos poder para amar, no entanto não recebemos poder para julgar! Uma vida santa é regrada por atos de amor e não de julgamento.

Fomos convidados a fazer parte da santidade de Deus. II Pe. 1: 3, 4 nos diz: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que nos conduz a PIEDADE, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas nos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo...”

Quando assumimos a identidade de filho de Deus, recebemos incorporado a isso, a grande responsabilidade de comunicar ao mundo, o brilho glorioso do nosso Senhor e Pai. No entanto, quando agimos de forma “comum ao mundo”, desonramos o Senhor.

Se errarmos, seremos corrigidos; se não aceitarmos a correção, é porque não somos filhos (Hb 12.8). “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”. (Hb. 12.11). Um dos sinônimos de Avivamento é o senso de justiça! E, a verdadeira justiça somente poderá ser exercitada por quem traz o padrão da santidade de Deus, dentro de si.

Faça-se a pergunta: “Tenho exercitado ser justo a despeito das circunstâncias?” Lembremos que Piedade sem zelo é pieguice: Piedade – Centralizar Deus como modelo de vida; Pieguice – Censo ridículo de afetação, onde nos tornamos o alvo da nossa religiosidade.

Buscar viver uma vida em santidade é dizer como o salmista: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Sl. 51.7). O Salmo 51 foi escrito por Davi logo após o profeta Natã denunciá-lo do pecado de adultério. Então, podemos imaginar, como estava o coração de Davi ao escrever estas palavras!

Em toda a história da Igreja, é notório que todos os que foram considerados homens de profunda vida de santidade, estavam em considerável conflito para como Deus. A maior dificuldade da Igreja atual é viver em consonância com o padrão estabelecido pelo Senhor.

Muitos até querem experimentar o que Deus tem para si, mas não estão dispostos a obedecerem à sua PERFEITA VONTADE. Viver em Santidade não é condição opcional do crente, é uma ORDENANÇA do Senhor!

Pr. Josivan Santos

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