Jesus é o Senhor?
O sermão do monte é intrigante em alguns aspectos, principalmente se levarmos em consideração que Jesus não estava preocupado se os seus princípios e diretrizes satisfariam ao anseio da sociedade. Isso tem sido uma constante em nossos dias como igreja – a ocupação exacerbada; se estamos ou não agradando aos que nos cercam.
Quando os discípulos aceitaram se submeter ao senhorio de Jesus, deixaram suas ocupações, passando a seguir as diretrizes do Senhor. Foram para onde ele os mandou ir – mesmo quando não conseguiam entender a Jesus, cumpriram suas ordenanças.
O principal requisito que o Senhor exige de nós, seus seguidores, é que obedeçamos à sua autoridade. E esta obediência do Senhorio de Cristo, deve influenciar a nossa carreira (Mc. 1:17, 18); deve afetar nossas emoções – Jesus ordenou que deveríamos amar, inclusive, os inimigos; deve purifica nossas decisões. O nosso maior problema, enquanto servos de Cristo, não está relacionado a escolhermos entre o bem e o mal, pois isso nos é norteado pela Palavra de Deus, mas escolher entre o bom e o excelente.
Na época em que Jesus proferiu o “sermão do monte”, falou sobre “abençoar pobres, saciar famintos, amar inimigos, não guardar tesouros na terra...”, caminho completamente contrário ao sistema ético da época. Contrário, porque não lhes parecia interessante o ensino de Jesus, porque obedeciam a um sistema que não buscava Deus.
Quando Jesus terminou o seu discurso, lançou o desafio para seus ouvintes: Sob qual senhorio vocês querem viver? E um dos maiores empecilhos para o saudável crescimento da igreja tem sido, justamente, entender o senhorio de Cristo, ou mesmo, entender o significado de senhorio.
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc. 6:46). Por que vocês me chamam Senhor se não tem intenção alguma de obedecer-me?
Quando há um Senhorio, supõe-se que deva haver servos para se submeter. Quando da grande perseguição imperial romana, o que mais era exigido pelos governantes, era que os cristãos atirassem sal nos pés da estátua do imperador e o saudasse: “Kaiser Kirios”, ou seja, “César é o Senhor!”. O grande dilema dos Crentes em Cristo, era: Reconhecer César e viver, ou afirmar Cristo e morrer. E somente quem praticava servidão ao Senhorio do Mestre, permanecia fiel até a morte.
Jesus estava dando nova oportunidade para que os seus seguidores considerassem que tipo de relação tinham como Ele. É mais ou menos assim: ou validamos a nossa confissão por meio da nossa conduta, ou devemos parar de fingir que somos discípulos.
Pr. Josivan Santos

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