Ninguém Pode Servir a Dois Senhores (parte III)
Recapitulando, na parte I vimos como Satanás intenta nos desviar da fidelidade para com Deus; e na parte II, vimos que a proposta de Satanás é que venhamos a termos um sentimento duplo entre algo legalmente constituído e algo ilegal, com o qual ele [Satanás] nos induz a flertar. Continuando...
No livro do Apocalipse, Jesus fala a João para que ele escrevesse à Igreja de Laodicéia: “... Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca...”.
Deus simplesmente não suporta pessoas mornas, pois o morno é um estado intermediário entre o frio e o quente, e o nosso Deus não tolera quem coxeia entre dois pensamentos! Deus, na verdade abomina, pois o resultado, geralmente é rebelião e traição.
Israel quando estava no deserto, agiu várias vezes sob influência do espírito de Mamom. Eles queriam servir ao Senhor, mas também queriam voltar para o Egito (morreram no deserto como gafanhotos!). Mamom não era apenas o deus das riquezas, da avareza, mas também o da insatisfação pessoal, do egocentrismo, do egoísmo e de todo o sistema onde o “eu” prevaleça no senhorio
A pessoa influenciada sob esse espírito de insatisfação, não consegue satisfazer-se nas coisas legais, por isso vive insatisfeita, vive uma vida cobiçosa daquilo que não lhe é permitido.
Um dos Dez Mandamentos dados pelo Senhor Deus, por meio de Moisés, é esse: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”.
Na minha forma de interpretação, Deus age dessa forma por conhecer o coração humano. Temos inerentes em nós a insatisfação nas coisas legais, por isso, olhar para as coisas alheias é sempre um grande pesadelo para o ser humano. Quando o Senhor ordena: “não cobice a mulher do teu próximo, nem a sua casa...” etc., ele está vacinando-nos contra a síndrome de Mamom, ou seja, a insatisfação pessoal.
Diante de tudo que vimos, o que realmente Jesus estava nos dizendo, é que é impossível servirmos ao Senhor do céu e da terra, ao Todo Poderoso e continuarmos a fazer as coisas do nosso jeito.
É impossível declararmos com os nossos lábios que Deus é o Senhor de toda a nossa vida, quando não estamos satisfeitos com a sua justa, santa e perfeita vontade sobre as decisões do nosso dia a dia. É impossível dizer que Ele é o nosso dono, e simplesmente fazermos as coisas conforme nossas emoções.
Pensemos a quem verdadeiramente servimos: a Deus ou aos nossos caprichos? No mundo em que vivemos, as pessoas são insatisfeitas. Elas descartam aquilo que não lhes serve, inclusive seus semelhantes. Tudo é descartável, são futilidades, aquilo que o pregador disse “vaidade”, sem fundamento, sem raiz... Elas querem ter seus caprichos satisfeitos, seu ego afagado. O senhorio destas pessoas são elas próprias.
E eu e você, a quem estamos servindo: a Deus ou aos nossos próprios caprichos?

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