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Geração de Insatisfeitos



Quando lemos Lc. 7:31-35, observamos uma característica daquela geração que ainda existe, em pleno século XXI: a insatisfação.


Jesus disse: “A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? (v.31). A insatisfação deles os fazia condenar João Batista por não comer e beber, e a rejeitar Jesus por comer e beber... Dá prá entender???


E aí me perguntei: “Por que nos tornamos insatisfeitos?”


Entendo que existe dois tipos de insatisfação, uma benéfica e outra maléfica – benéfica, quando atrelada ao comportamento interior, uma revolta contra o pecado, é o que Jesus classificou de fome e sede de justiça (Mt. 5:6); maléfica, quando a pessoa despreza aquilo que o Senhor lhe dá, passando a desejar outras coisas, e que por vezes, nem ela sabe, exatamente, o que quer, porque nada vai satisfazê-la.


Vivemos em um mundo que nos lança à insatisfação. Muitos insatisfeitos da nossa presente geração, tem vivido numa superficialidade de relacionamentos, buscando nos remédios, drogas, sexo e outros vícios, uma “satisfação” que só existe nos filmes de Hollywood.


É incrível como as pessoas se deixam enganar! Descobri que nos tornamos insatisfeitos quando não nos deixamos satisfazer com o Senhor; quando preferimos comer “alfarrobas dos porcos” (Lc. 15:16) do que sentar à mesa do Pai; quando invertemos o sentido de que mesmo sendo filhos do Rei, somos servos, não estando no reino para sermos servidos.


Também é verdade que, para “socorrer” a insatisfação dos crentes, existe um falso evangelho sendo apresentado, onde estes crentes não são confrontados com a Palavra, e suas insatisfações e caprichos são, desesperadamente, socorridos – aqui, criou-se a ilusão de que podemos ter os anseios satisfeitos por um “deus”que está à nossa disposição.


A que os homens da presente geração poderão ser comparados, e a que são eles semelhantes? Voltamos à mesma pergunta que Jesus fez a quase 2.000 anos... Mesmo vivendo na pós-modernidade, parece que os homens continuam do mesmo jeito, com os mesmos enganos, e as mesmas insatisfações.


Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, “insatisfação” diz que é a “qualidade do insatisfeito; ausência de satisfação”, ou seja, “descontentamento; desprazer; insaciável”.


Quando alguém rejeita, ou despreza, aquilo que o Senhor dá, a insatisfação toma conta, corroendo, sempre em busca de “algo” que nunca vai gerar prazer, contentamento ou saciar a busca. A questão não é o que a pessoa está buscando, a questão é como e o porquê o está fazendo.


O Senhor conhece as motivações do nosso coração (Sl. 139), e Ele sabe quando estamos insatisfeitos de forma maléfica, que nos afasta d’Ele, nos leva à murmuração, a ingratidão e, se não tratada, à rebeldia; e sabe quando estamos insatisfeitos de forma benéfica, quando queremos mais d`Ele.

Pr. Josivan e Marizeli Santos

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