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“Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o 
com integridade e com fidelidade...” (Js. 24:14).

Quando da conquista da terra de Canaã, Josué chamou todo o povo de Israel e deu várias instruções e admoestações, para que continuassem na benção do Senhor Deus.

Diante do questionamento de Josué “... escolhei a quem sirvais...” (24:15), o povo respondeu “... Longe de nós abandonar o Senhor para servirmos a outros deuses” (v.16). O povo fez uma promessa que, na geração seguinte, foi descumprida.

Nós dizemos: Eu sirvo a Deus! Mas o que implica, de fato, ser servo de Deus?

A palavra “servo” tem a mesma origem de “escravo”, o que para nós não tem muito peso, porque não lidamos mais com esta realidade. Mas na antiguidade, esta expressão era totalmente compreendida, pois era o contexto da época. A relação escravo-senhor tem o seguinte sentido nos dois lados:

  • O Senhor tinha total domínio sobre seu escravo, porque era dono dele. O escravo era propriedade exclusiva do seu senhor.
  • O domínio deste senhor abrangia todas as área da vida do escravo, inclusive da sua própria vida e morte.
  • Todo o tempo, disposição e energia do escravo estavam à disposição do seu senhor – o servo não tinha vontade própria.
  • O escravo não podia servir a dois senhores, apenas um – exclusividade; lealdade.

Antes de conhecermos a Deus, éramos escravos do pecado (Rm. 6), mas agora em Cristo, somos livres do pecado, mas servos de Deus. Não podemos ter parte com estes dois ao mesmo tempo: ou servirmos a Deus ou ao pecado – foi a admoestação que Josué fez aos seus compatriotas, e a mesma que nos cabe como igreja do Senhor: lealdade a Deus, a quem dizemos que servimos.

Não é uma determinação mental, mas uma ação transformadora no íntimo do indivíduo pelo Espírito Santo. Se uma pessoa serve a Deus, não precisa dizer, porque suas atitudes mostrarão isto.

Marizeli S. dos Santos

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