Erosão Doméstica
Em exemplo da chamada “erosão doméstica” se encontra em I Sm. Cap 3 ao 4, onde a família de Eli, que acumulava as funções de sacerdote e juiz sobre Israel, é narrada. Ele era diligente em seu trabalho, que exigia muita atenção e dedicação; era responsável pelos assuntos do templo, liderando a nação israelita por 40 anos, em razão dos sacrifícios, guerras, assuntos políticos, decisões, etc.
Desta forma, seus filhos Hofni e Finéias, foram criados sem a presença do pai. Ele já não enxergava mais o que eles faziam, por onde andavam, e como procediam. Eles também eram sacerdotes, como o pai, no entanto viviam completamente distante do padrão do seu pai – eram ímpios, não se importavam com o Senhor, e nem com seus deveres de sacerdotes (I Sm. 2:12, 13).
Atuavam no ministério sem conhecer ao Senhor. Trajavam as vestes sacerdotais, entravam em lugares sagrados, mas não tinham planos de arrependimento, porque estavam arraigados demais ao modo indigno de vida que levavam: inflexíveis, teimosos e rebeldes, ignorando a advertência de seu pai (I Sm. 2:25).
Nenhum homem se torna desprezível ou depravado de repente. Em tenra idade, certamente, eles já expressavam alguma coisa em seu caráter que deveria ter sido corrigido – quantos pais não corrigem seus filhos para não se estressarem?
O que não foi ensinado e não foi corrigido nos primeiros anos de vida, fez com que estes dois se transformassem em profanos!
Eli repreende seus filhos a certa altura (I Sm. 2: 23, 24), porque as pessoas passaram a se queixar deles, das maldades que cometiam, e mesmo tendo advertido duramente (I Sm. 2:29), o pai nunca tomou uma atitude de fato – Eli foi negligente, e esta negligência Deus não aceita.
Atitudes de “coitadinho” ou “ainda é criança” não devem nos impedir de corrigir nossos filhos da forma como a Bíblia nos ensina – não se deixe levar pela beleza do sorriso infantil, ou pelo choro manipulador. Corrijamos nossos filhos, é advertência bíblica.
As dificuldades sobrevém a todas as famílias, e os perigos desestabilizadores da erosão ronda nossos casamentos. Eli intimidou-se diante da situação, e a erosão doméstica lhe sobreveio, ganhando forças até a destruição total de sua casa (I Sm. 4). Foi um pai passivo, omisso. E qual tem sido a minha e a sua postura? Conseguimos perceber os pequenos sinais de uma possível erosão a fim de saber evita-la?
Charles Swindoll
Extraído do livro “Casamento: da sobrevivência ao sucesso”

Nenhum comentário:
Postar um comentário