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Santo ou Profano?
Uma das principais vertentes da “vontade própria” é a profanação – E profanar significa “fazer uso indigno das coisas santas; é tornar desprezível aquilo que é sagrado, santo”.
Foi exatamente isso que Corá, Datã e Abirão fizeram (Nm. 16). Esses três homens decidiram que Moisés deveria ser substituído, e que eles também tinham o direito de liderarem o povo de Israel. Então, eles se reuniram e foram a Moisés e a Arão, juntamente com 250 príncipes do povo (v.2), e disseram “Basta! Não queremos mais que vocês mandem na gente... todo mundo aqui é santo, não só vocês!” (palavras minhas).
Moisés, diz a Bíblia, que “caiu com o rosto em terra”. Mas não o fez por causa de si, por receio de “perder” a função, ser deposto. Moisés foi ao pó diante do Senhor (v.4) porque sabia o que de fato estava acontecendo ali – uma rebelião, e sabia as consequências disto. Aqueles homens não estavam se opondo a Moisés ou a Arão, mas a Deus!
 Quando aqueles homens tomaram por “melhor” a vontade própria deles ao invés de acatarem a vontade de Deus, tornaram-se profanos, porque desprezaram o Senhor (Nm. 16:24-30).
 Sempre a vontade de Deus irá prevalecer, queiram os homens ou não. Deus não aceita e nem se submete à pressão humana, nem o questionamento da sua vontade. Ele é Deus! Ele é Soberano.
 A vontade humana, o que chamamos de “vontade própria”, sempre será fruto de rebeldia contra a vontade de Deus, e o Senhor sempre punirá tal atitude. A vontade humana é sempre formada por motivos egoístas, decorrente do pecado. Quando nos rendemos a Deus, entendemos que a vontade d’Ele é “boa, agradável e perfeita” (Rm.12), daí não é difícil submeter-se a Deus e ao seu santo querer.
 Não podemos fazer da nossa vontade como sendo a vontade de Deus, e nem permitir que o excesso de confiança nos conduza ao fracasso (quando achamos que somos muito íntimos de Deus, e que Ele vai fazer o que queremos).
 Fomos instruídos a “vigiar”, pois “aquele que pensa estar em pé, cuide para que não caia” (I Co. 10:12). Só fracassa quem pensa que pode andar sozinho, tomando decisões alheias à vontade de Deus para sua vida. Somos chamados para a benção; para uma vida santa, e não à profanação.


Pr. Josivan M. dos Santos





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