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E o verbo se fez carne, e habitou entre nós...

A maioria das nossas denominações provém de missões surgidas no mundo anglo-saxão a partir do século XIX, cuja mentalidade pietista interpretou “vida separada do mundo” como distanciamento de tudo o que acontece no contexto do mundo, inclusive as necessidades das pessoas, como se viver “santidade” fosse afastar-se das pessoas, ignorando que nós temos a responsabilidade de testemunhar de Cristo, e de socorrer-lhes em suas carências.

No entanto, quando olhamos para Jesus Cristo, vemos que foi movido por amor, misericórdia e compaixão. Diga-se de passagem, que estas três características não são natas do ser humano – somente o Espírito Santo pode gerar em nós tais coisas.

Quantas vezes, lemos um depoimento ou assistimos à uma reportagem e até nos comovemos, mas o dia-a-dia nos impele em outras direções. Somos “sensibilizados”, mas não “conscientizados”, porque a consciência nos leva a posicionamento, sensibilidade nos leva apenas a algumas lágrimas momentâneas.

O texto de João 1:14 nos diz que “Jesus se fez carne e habitou entre nós... e nele vimos a glória do Pai”. Na carta aos filipenses, Paulo descreve este processo (Fp.2:5-8), onde mostra claramente que Jesus esvaziou-se, tomou a forma de servo, humilhou-se, foi obediente até a morte, por nossa causa!

Jesus foi à cruz por mim, por você e, inclusive, por todos os que o rejeitaram – por todos! Ele veio ao nosso encontro, porque não havia outro jeito. Não tínhamos outra forma de chegarmos até Deus, e a Palavra diz que Deus nos amou de forma tal que enviou Jesus.

Assim como Jesus veio ao nosso encontro para a nossa salvação, somos enviados ao encontro do mundo perdido, para o seu próprio bem. Jesus mesmo disse “...como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo.20:21).

Há uma ordem da parte de Jesus. Somos enviados a testemunhar da salvação que há em Cristo ao mundo perdido. Aqui onde estamos e, se da parte do Senhor Jesus você entender que tem um chamado específico, aos confins da terra.

Somos enviados a homens, como homens; capacitados pelo Espírito Santo a viver em meio a homens corrompidos pelo pecado, não afastados deles, mas sem realizar as mesmas práticas que eles realizam, porque o Senhor nos dá condições para tal – isso é santidade. E uma coisa é certa: podemos e devemos fazer mais do que, porventura, temos feito!

Marizeli S. dos Santos

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