Ganhando
a admiração do Mestre
Em Lc.7:1-10, a Bíblia traz a narrativa
de um homem, cujo nome não aparece, mas diz ser um centurião romano, ao qual
“Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o
acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta”
(v.9).
O centurião vem aflito a Jesus Cristo por
causa de uma enfermidade terminal em um dos seus servos. Era um servo estimado,
e ao ler o texto, posso entender que era um funcionário diferenciado, alguém por
quem valeria a pena qualquer tipo de esforço por parte daquele homem. E aí vem a
pergunta, sua vida vale um grande esforço?
Na parábola dos talentos (Mt.25:14-19), o Senhor faz uma observação sobre o
procedimento do bom servo “entra no gozo do teu senhor”. E este escravo do
centurião poderia ser uma tipologia clássica desse servo do reino por quem o
próprio senhor estaria disposto a tamanho sacrifício para vê-lo
curado.
Observo, também, que o centurião era um
homem digno (v.4,5). Ef.4:1-3 nos exorta que devemos andar de “modo digno da vocação
a que fostes chamados” ou seja, sério naquilo que crê e faz. Alguém que alcançou
bom testemunho de outras pessoas, dos de fora. Ao mesmo
tempo, ele reconhece que é indigno, o que demonstra que
era humilde diante de Deus, e aquele que se humilha perante a potente mão do
Senhor, é exaltado (I Pe.5:6).
Ainda, vejo que o centurião era um homem
de fé. Uma fé de qualidade é aquela que se baseia na certeza de que Deus é fiel
para cumprir o que prometeu. Uma fé que não duvida (I Pe.1:7).
Também, o centurião mostra a exata noção
de hierarquia de liderança. Não age com rebeldia e nem desobedece, mas age de
forma coerente com aquilo que demonstrou até aqui. E a outra pergunta: Somos
coerentes com aquilo que dizemos acreditar?
Jesus disse não ter encontrado em Israel
uma fé assim, e encontrará dentre nós?
Pr. Josivan M. dos
Santos
Palavra ministrada na
IBNAGE, Agosto de 2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário