Aprendendo sobre a graça – Parte II (baseado em Mt. 20: 1-16).
“... Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os
igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia” (Mt. 20:12).
Assim como o irmão mais velho da parábola do filho pródigo
(Lc. 15), os trabalhadores desta parábola fazem alusão a um ser humano
insensível, que se achavam merecedores de recompensas que não lhes pertenciam. “Amigo
não te faço agravo algum”, foi a resposta do dono da vinha. “Acaso não posso
dar do que é meu para quem eu quiser?”
A doutrina da graça coloca limites na soberba e arrogância do
ser humano. Ela também mostra quem se assenta no trono com autoridade; quem é
aquele que dá as ordens no reino. Num mundo onde os líderes “estão dizendo a
Deus” o que fazer e o que não fazer, torna-se profundamente necessário entender
a doutrina da graça.
“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu
vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso
fruto permaneça...” (Jo. 15:16).
A doutrina da graça coloca o homem de volta ao lugar de onde
ele nunca deveria ter saído – a posição de servo. Nela, o homem é servo de um
Deus soberano e bom, e isso basta!
Na parábola estudada (Mt. 20), a bondade do dono da vinha é
questionada pelos trabalhadores que gostariam de receber mais do que seus
conservos. No entanto, o Senhor mostra-lhes que sua bondade e complacência é
dado por ele a quem ele quer, não havendo, assim, méritos para quem quer que
seja.
Quando o discípulo não busca entender a doutrina da graça,
pode ter atitude como a de João e Tiago, que quiseram se destacar acima dos
demais discípulos, questionando a Jesus se poderiam assentar-se um de cada lado
do Senhor no reino futuro (Mc. 10:35-37). A doutrina da graça mostra que no
reino só existe lugar para um
Senhor, e todos os demais são irmãos e servos, uns dos outros.
Viver a graça de Deus é alegrar-se com a vitória do outro.
Pr. Josivan M. dos Santos
Nenhum comentário:
Postar um comentário