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A percepção da necessidade

MC. 6:34 diz que “... viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles...”. Uma das maiores dificuldades em nossos dias é VER, e quando vemos, ainda que venhamos a nos “sensibilizar”, não nos compadecemos, porque estamos tão ocupados, nossa agenda é tão apertada, que logo esquecemos aquilo que acabamos de “ver”.

O tempo é escasso, os compromissos são muitos, e temos sempre aquele velho dilema de optar pelas prioridades. E qual tem sido a prioridade da Igreja?

Como Igreja, precisamos VER as pessoas, ver suas reais necessidades, ver seus problemas. A Igreja precisa compadecer-se das pessoas. A compaixão é um sentimento de pesar despertado em nós pelo mal dos outros. E o que move a compaixão é o amor. Lembremos que a Palavra nos adverte que “... se não tiver amor, nada serei”. (I Co. 13:2).

Diante da situação daquela multidão, Jesus se compadeceu, “... porque eram como ovelhas sem pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas”. (continuação do v.34). E este tempo de ensino foi longo, porque o texto diz que “declinou a tarde”, ou seja, quase ao pôr do sol.

Os discípulos tiveram um raciocínio humanista, desprovido de compaixão – mande-os embora. Qual a necessidade daquela multidão? Palavra e comida. A Palavra eles receberam de Jesus, e a comida? Solução simples: despeça as multidões de mãos vazias, para eles mesmos resolverem este problema.

Qual a necessidade das pessoas que vemos? Por vezes, será uma palavra, por vezes será ouvir sua história, ou uma visita, uma oração, um testemunho, o socorro... cada pessoa tem a sua necessidade.

A percepção da necessidade das pessoas não se dará pelo olhar humano que temos, mas quando aprendermos a analisar as situações pelo olhar amoroso de Deus.


Marizeli S. dos Santos

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