“Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.
5:5).
A humanidade permeou seu pensamento em termos de força,
poderio e de agressividade. O mundo é competitivo, e quem não o acompanha,
literalmente, fica para trás. O ritmo é acelerado, o tempo não para, e muitas
coisas estão para serem conquistadas. Em busca deste sucesso, as pessoas nem
sempre estão preocupadas em “como” obter resultados.
Não pense que isto é efeito dos tempos modernos, porque
guardada as devidas proporções, isso sempre foi assim. Quando Jesus falou que
“os mansos” herdariam a terra, certamente deixou muito judeu chocado, porque
eles tinham ideias materialistas e militaristas, esperavam um Messias militar e
político para dar um triunfo final sobre seus inimigos.
Acredito que a mesma frase ainda nos decepciona nos dias de
hoje, porque ela vai de encontro às nossas aspirações. Até porque, ser manso
não é uma característica natural do homem, é algo produzido pelo Espírito de
Deus.
Mansidão não é indolência, fraqueza, lerdeza, imbecilidade
ou complacência, como o próprio mundo pensa. Mansidão empenha o ser humano em
defender a verdade de forma tal que o predispõe a morrer por ela, caso
necessário. Os mártires da Igreja Cristã não morreram por fraqueza de caráter,
mas por convicção de quem eram e a quem serviam, e foram muito fortes para
enfrentar tais sofrimentos e acusações, assim como os nossos irmãos da Igreja
perseguida o fazem atualmente.
Mansidão tem haver com uma atitude interna, com um autêntico
ponto de vista, com uma vida externa coerente com seu entendimento e
experiência. O manso não se orgulha, porque sabe que em si mesmo não existe
nada; não faz valer seus direitos e não exige nada para si, antes tem “o mesmo
sentimento que houve em Cristo Jesus, o qual subsistindo em forma de Deus, não
considerou o ser igual a Deus... mas esvaziou-se a si mesmo... humilhou-se a si
mesmo” (Fp. 4:5-8).
O manso não se sensibiliza consigo mesmo e nem se abala com
o conceito alheio sobre si. Não tem uma atitude defensiva a seu respeito,
porque já compreendeu que nada existe para ser defendido. Ele já se anulou, e
procura engrandecer a Cristo em seu viver. É brandura de caráter, uma postura
de confiança completa em Deus, expressada em suas palavras e atitudes.
Jesus é a fonte da mansidão. Ele disse “aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29). Não temos “desculpas” em
dizer que somos cristãos brabos, intolerantes, impacientes e brigões. Precisamos
aprender com Jesus !
Pr. Josivan Santos
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